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Juntas recebem mais

Diário de Notícias – Madeira

Juntas recebem mais
Data: 05-11-2009

Não é propriamente novidade, mas agora sabe-se que vai custar 100 mil euros aos cofres da CMF. As juntas de freguesia vão ver a ‘mesada’ da CMF aumentada em 6,7 por cento.

Pedro Calado diz que está a ultimar o Orçamento do Município, de forma a que possa ir à reunião de Câmara do dia 10 de Dezembro e à Assembleia Municipal do final do mesmo mês.

O vereador diz que vai continuar a tentar reduzir os prazos de pagamento a fornecedores que está em 142 dias, acima do objectivo traçado.

O vereador das Finanças manifestou alguma preocupação com as notícias que apontam para a necessidade de reduzir tais prazos para 30 dias. Pedro Calado pede ao Estado que seja o primeiro a dar o exemplo e garante que a CMF tem a receber cinco milhões, que estão em atraso. Verba que permitiria pagamentos a fornecedores.

Élvio Passos

Alvará do Savoy pode ser levantado mas Minas Gerais tem de esperar

Diário de Notícias – Madeira

Política
Alvará do Savoy pode ser levantado mas Minas Gerais tem de esperar
Data: 05-11-2009

Quando o promotor da obra entender pode levantar o alvará para a construção do novo Savoy. A novidade foi dada por João Rodrigues, no final de uma reunião da CMF com a Junta de Freguesia de São Martinho, nas instalações desta.

O vereador do Urbanismo disse que todos os projectos de especialidade foram entregues e que, agora, a S.I.E.T Savoy tem seis meses para levantar o alvará, o que implica, naturalmente, o pagamento de taxas.

Em situação diferente está o Minas Gerais que, mesmo que o promotor apresente um projecto de alterações que respeite as exigências do município, tem de esperar a aprovação do Plano de Pormenor da Ribeira de São João para poder ser viabilizado. Esclareceu o vereador que enquanto o processo do plano de pormenor decorre, previsivelmente estará terminado em Dezembro, não pode haver a aprovação das alterações.

Após a reunião com a Junta, Miguel Albuquerque anunciou a conclusão da rede de esgotos nas zonas ocidentais das freguesias de São Martinho e de Santo António. Um investimento de seis milhões de euros que vai beneficiar 23 mil habitantes.

O presidente da Câmara anunciou o início da construção, até Março, do parque verde do Amparo e 50 hortas urbanas, junto à rotunda do Amparo, apesar de haver 320 em lista de espera. Os terrenos resultam de cedências à CMF.

Em Dezembro será concretizado um pequeno jardim junto ao edifício Várzea Park.

Élvio Passos

CMF suspende inscrições para hortas urbanas

Diário de Notícias – Madeira

CMF suspende inscrições para hortas urbanas
Lista de espera extensa (305 candidaturas) está na base desta decisão
Data: 05-11-2009

A Câmara Municipal do Funchal (CMF) suspendeu temporariamente as inscrições para adesão ao programa das hortas urbanas. O facto de haver uma lista de inscrições bastante extensa (existem 305 candidaturas em espera) obrigou a autarquia funchalense a tomar esta decisão, que vigorará por tempo indeterminado até que sejam criados novos conjuntos de hortas.

O vereador Henrique Costa Neves diz que, em face do elevado número de inscrições, foi decidido “fazer um ponto da situação”, por forma a “não engrossar a lista de espera” e, por consequência, para “não levantar falsas expectativas nas pessoas”. Porque, admite, regista-se uma grande adesão de munícipes, à qual a autarquia, neste momento, não consegue responder com os espaços que tem disponíveis. O edil reconhece mesmo que a procura “superou as expectativas iniciais” da autarquia, quando, em 2005, se decidiu pelo lançamento do projecto.

Hortas no Amparo e St.º António

Na forja está, para já, a criação de dois novos conjuntos de hortas urbanas, um na zona do Amparo, outro na Ribeira de Santo António.

No Amparo, num espaço com dois mil metros de área, cedido à autarquia numa alteração de loteamento, serão instalados aproximadamente 50 lotes, revela Henrique Costa Neves. Perspectiva-se que a entrega destas hortas, localizadas num espaço contíguo à nova Avenida do Amparo, seja concretizada em Fevereiro do próximo ano.

Já na próxima semana, acrescenta o vereador, iniciar-se-ão os trabalhos de limpeza e preparação de um terreno situado na margem da Ribeira de Santo António. No entanto, as hortas que irão nascer neste espaço – cerca de 15 nas contas da autarquia – deverão ser entregues a moradores do Bairro da Ribeira Grande que se encontram inscritos neste projecto.

159 lotes já entregues

O denominado Projecto das Hortas Municipais, lançado em 2005 com as primeiras hortas inseridas no Jardim Público do Ajuda, tem registado uma grande procura por parte dos munícipes funchalenses. Até ao momento foram disponibilizados 159 lotes, em diversas zonas do concelho: para além do referido espaço na Ajuda, foram criadas parcelas na Azinhaga da Nazaré, Avista Navios, Barreiros, São Martinho, Ilhéus e, mais recentemente, 61 na Ribeira de João Gomes. A este total juntam-se ainda mais quatro patamares criados no Parque Ecológico do Funchal e explorados por um grupo de acção social.

Henrique Costa Neves adianta, a finalizar, que as inscrições serão retomadas logo que existam novos terrenos entregues à câmara no âmbito de “obras de grande vulto e operações de loteamento”.

Nélio Gomes

Porto concorrido e obras complicam trânsito na baixa

http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010202051109

Porto concorrido e obras complicam trânsito na baixa
Devido às obras e aos autocarros de turismo, tráfego complica-se junto ao Almirante Reis
Data: 05-11-2009

Em dias de ‘casa cheia’ no Porto do Funchal, a confusão instala-se, posteriormente, nas principais artérias da cidade, em particular junto dos pontos turísticos. A paragem de autocarros de transporte de turistas dos navios de cruzeiro, por exemplo, no Almirante Reis, congestiona o trânsito, dando origem a protestos. Contudo, segundo o vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Bruno Pereira, este problema ficará resolvido quando as obras na Avenida do Mar estiverem concluídas e for reaberto o parque para os autocarros da Horários do Funchal (HF) e do Caniço que, nos últimos tempos, têm ocupado uma faixa de rodagem.

Ontem de manhã, com três navios de cruzeiro atracados, a agitação era significativa, para quem circulava a pé, mas sobretudo a nível de trânsito. Dada a localização do Teleférico para o Monte no Almirante Reis, em poucos minutos o tráfego tornou-se complicado e as buzinas não tardaram a soar. No local, contaram ao DIÁRIO que há dias em que as confusões vão “de manhã à noite”, um verdadeiro “entra e sai” de carros, empatando a circulação automóvel.

Segundo Bruno Pereira, este cenário tornou-se frequente, nos dias de maior número de paquetes no Porto do Funchal, por causa das obras que decorrem naquela zona, associadas à requalificação da Avenida do Mar. Como explicou ao DIÁRIO, devido às intervenções que estão a ser realizadas naquela zona, os autocarros da HF e do Caniço deixaram de poder usar o parque que lá existe e que continuará, depois das obras, a existir, estacionando, então, na faixa de rodagem, dado que não têm outra alternativa.

Com o final das obras, o parque voltará a funcionar somente para a HF e as carreiras interurbanas. Porém, na faixa actualmente ocupada por estes veículos, será colocada uma placa que autorizará a paragem de autocarros de turismo, a exemplo do que já acontecia no passado. “Saindo os autocarros da HF, entram os autocarros de turistas”, sintetizou, apontando que, nestas situações, há que demonstrar uma certa flexibilidade.

Ontem, por várias vezes, os autocarros pararam para que os turistas pudessem sair, no Almirante Reis, atrapalhando o trânsito de quem seguia logo atrás devido à presença autorizada dos veículos da HF e do Caniço. Outros atreveram-se mesmo até a estacionar da forma que lhes deu mais jeito. Em minutos, instalou-se a confusão. Quem queria ir para o estacionamento que se situa naquela zona era obrigado a ter de esperar.

Na zona do Mercado dos Lavradores, a situação estava mais calma, já que muitos optam por fazer o trajecto a pé, do Almirante Reis ao mercado. Todavia, nas docas em frente ao Anadia, vários autocarros passaram por lá, embora sem gerar complicações. Na Avenida do Mar, a situação era idêntica, até porque os autocarros de dois andares que circulam pela cidade têm autorização para parar nas docas existentes.

O também responsável pelo pelouro da Mobilidade Urbana apontou que o que se vive nestas alturas são “excepções”. “A cidade não pode ter infra-estruturas para alturas de pico porque é uma excepção”, reforçou, garantindo que um grande investimento em docas para autocarros turísticos, que depois só fosse usado “10 dias por ano”, iria ser visto pela população como um desperdício. A par desta situação, a cidade, como disse, não tem espaço.

Zélia Castro

Madeirenses gastam menos 1,6 milhões de euros por dia

Diário de Notícias – Madeira

Madeirenses gastam menos 1,6 milhões de euros por dia
USO DO CARTÃO REGISTA QUEBRA DE 27% EM 9 MESES OU SEJA MENOS 437 MILHÕES.
Data: 04-11-2009

Os números não mentem e tornam evidente a crise. Na Madeira o uso do cartão para levantar dinheiro numa caixa de multibanco, ou para pagar uma qualquer conta num terminal automático de pagamento, revela uma quebra de 27%. De acordo com a informação obtida pelo DIÁRIO, nos primeiros nove meses do ano, os madeirenses movimentaram 1.200 milhões de euros através de cartões, valor que é inferior em 437 milhões de euros aos movimentos/pagamentos registados em igual período de 2008 (1.637 milhões de euros).

Uma análise mais detalhada aos movimentos realizados pelos cartões permite concluir que a quebra maior regista-se ao nível das compras. Porque nos 5.536 terminais automáticos de pagamento existentes na Região foram pagas 507,1 milhões de euros em compras, valor que é inferior em 30% aos pagamentos feitos nos primeiros 9 meses de 2008.

Através do cartão, os consumidores madeirenses gastaram menos 217,1 milhões de euros. Esta descida é sustentada no facto de terem sido feitas menos 23% operações, ou seja menos 3,3 milhões de operações do que em 2008.

Para além de fazerem menos compras, os consumidores estão a gastar menos 4,5 euros em cada compra, pois o ano passado o valor médio de cada operação situava-se nos 49,3 euros, quando este ano está nos 44,8 euros.

Representando 17% no total dos pagamentos, as compras internacionais registaram uma descida muito acentuada, de 42,1%, embora as operações só tenham decrescido 35%.

Ao nível dos movimentos de multibanco, os madeirenses levantaram das 336 caixas existentes 693, 4 milhões de euros, valor que é inferior em 25% aos levantamentos feitos em 2008 (913,6 milhões). Nestes, refira-se que os levantamentos nacionais representaram 65% do total das operações.

Para esta diminuição contribuiu na redução em 24% no número de operações, já que o o valor médio dos levantamentos situou-se nos 44,6 euros, um valor semelhante ao ocorrido nas operações realizadas em 2008. Refira-se que o comportamento dos madeirenses é distinto, já que levantam em média menos 18 euros de cada vez que vão ao multibanco.

Com mais três caixas a funcionar este ano, as caixas multibanco ‘deram’ aos madeirenses menos 220,2 milhões de euros, o que representou menos 806 mil euros por dia. Curioso é registar que cada máquina disponibilizou 2 milhões de euros nos primeiros 273 dias do ano, ou seja 7.559 euros por dia.

Se contabilizarmos as operações de pagamento com os levantamentos, concluímos que a economia da Madeira foi penalizada com uma redução de 1,6 milhões de euros por dia, nos primeiros 273 dias do ano, um valor dramático já que significa que as empresas facturaram menos, afectando a receita da Região ao nível do IVA e dos outros impostos que incidem sobre o consumo, – álcool, combustível, tabaco, etc – bem como a riqueza gerada por todos os agentes.

Uma caixa por 738

Portugal é o país europeu com mais caixas multibanco por habitante, de acordo com um Relatório do Banco Central Europeu sobre o desenvolvimento estrutural da banca na Europa. Portugal tem 1.508 caixas por milhão de habitantes, superando a Espanha (1.300). A Polónia é a última da lista com um número de quase 300 caixas por milhão de habitantes.

A Madeira tem uma caixa para cada 729 habitantes, enquanto em Portugal essa média situa-se nos 663 habitantes por cada máquina.

subida de 4,1% portugueses gastaram mais 500 milhões através do cartão

Os portugueses gastaram, entre levantamentos e compras com o multibanco, cerca de 24,5 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais 500 milhões de euros do que em igual período do ano passado. Apenas através destas duas operações foram movimentados cerca de 134,6 milhões de euros por dia, de acordo com a análise dos dados da SIBS, a entidade que gere a rede de Multibanco em Portugal.

Apesar de, em média, quer os valores dos pagamentos (cerca de 40 euros) quer dos levantamentos (em torno de 62 euros) serem os mais baixos dos últimos quatro anos, o que os dados revelam é que foi movimentado mais dinheiro, reconhecendo a própria SIBS ter batido o recorde no número de transacções.

Em termos globais, as operações realizadas na rede Multibanco ascenderam a 39 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,1% face ao período homólogo.

Para além dos levantamentos e dos pagamentos, cresceram ainda as transacções de baixo valor (nomeadamente portagens) e as realizadas através da internet.

No que toca ao número de transacções, o dia de pico do semestre foi atingido a 30 de Abril, quando se realizaram 11,3 milhões de operações na rede. Até ao final de Julho existiam mais de 19 milhões de cartões, um crescimento de 1,2% face ao primeiro semestre de 2008. Em contrapartida, a própria rede aumentou 4,4%, ao se atingir as 13.530 caixas multibanco, e 15,7% ao se registar 215.716 estabelecimentos com terminais de pagamento. A utilização de cheques e letras continua a decrescer, continuando a verificar-se um aumento expressivo nas transferências, crescimento explicado sobretudo pelo pagamentos de ordenados.

Miguel Torres Cunha

Sete mil na cidade

Diário de Notícias – Madeira

Sete mil na cidade
Pontinha regista escala de três paquetes que trazem mais de 7.000 turistas
Data: 04-11-2009

O porto do Funchal regista hoje, pelo terceiro dia consecutivo, a presença de três paquetes, destacando-se a vinda do ‘Independence Of The Seas’. O movimento portuário terá o seu início pelas 7 horas manhã, com a chegada do conhecido ‘AIDAbella’, que realizou no Outono passado os cruzeiros semanais na Pontinha.

Este paquete, que navega com bandeira italiana, viaja desde Cádis com um total de 2.200 turistas a bordo, prosseguindo, pelas 17 horas d este seu cruzeiro rumo a La Palma, nas Canárias. Até ao final deste ano, o ‘AIDAbella’ irá visitar por mais quatro vezes o porto do Funchal. Como curiosidade de referir que na escala programada para o dia 14 de Dezembro próximo, realizar-se-ão as escalas simultâneas dos dois paquetes gémeos da AIDA Cruises, pois, nesse mesmo dia, encontrar-se-á na Pontinha o ‘AIDAluna’. Na senda do movimento de navios anunciado para hoje, de destacar, também, a escala do paquete ‘Artemius’ – da P&O -, o qual encontra-se a efectuar um cruzeiro transatlântico de reposicionamento da Europa para as Caraíbas, e que viaja com 1.100 turistas.

Procedente do porto de Southampton, de onde zarpou no passado dia 31 de Outubro, tem chegada anunciada ao Funchal para as 7.45 horas. No decorrer deste cruzeiro, com destino final a Barbados, o ‘Artemis’ realizará escalas em Tortola, St. Barts, Martinica, St. Vicente e finalmente em Barbados, onde deverá aportar a 15 de Novembro próximo. O final desta sua escala de hoje na Pontinha terá lugar às 18 horas. De salientar que o regresso à Europa do ‘Artemis’ acontecerá a 20 de Março de 2010 e a região será o primeiro porto europeu no decorrer do seu trânsito com destino a Southampton. Este será um dos paquetes que já confirmou a sua presença na Região para a noite de final de ano de 2010.

Já o gigante ‘Independence Of The Seas’ tem chegada prevista para as 10 horas. É procedente de Southampton, com 3.787 turistas a bordo, e tem como destino o porto de Tenerife para onde zarpa ao final da tarde de hoje, quando forem 18 horas.

Mário Olim

Música de câmara hoje e no sábado

Diário de Notícias – Madeira

Música de câmara hoje e no sábado
O salão nobre da CMF recebe dois concertos. Serão tocadas obras de Mozart e Haydn
Data: 04-11-2009

A Orquestra Clássica da Madeira (OCM) promove hoje, pelas 21 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal, um concerto de música de câmara, protagonizado pelo ‘Quarteto de Cordas Madeira Clássico’. Este agrupamento, criado no seio da Orquestra Clássica, “é constituído por músicos provenientes de diferentes escolas internacionais”, e tem como objectivo “a apresentação de obras eruditas onde a sua intimidade ecléctica realça os pormenores de cada uma destas”. O programa será inteiramente constituído por obras de Wolfgang Amadeus Mozart, nomeadamente o Divertimento II em Si bemol Maior, KV 137′, o Divertimento III em Fá Maior, KV 138, e o Quarteto XIV em Mi bemol Maior. Entretanto, e já no sábado, dia 7 de Novembro, o Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal volta a acolher novo concerto de música de câmara, desta feita pelo ‘Ensemble XXI’, que, tocando os ‘Quartetos Apponyi’ de Franz Joseph Haydn, prossegue o Festival que a OCM dedica, este ano, ao renomado compositor austríaco. Recorde-se que, durante 2009, se assinala internacionalmente o bicentenário da sua morte (em 1809, em Viena). Nascido em Rohrau a 31 de Março de 1732, Haydn é considerado o pai da sinfonia clássica e do quarteto de cordas.

Os quartetos ‘Apponyi’ denominam-se assim porque foram dedicados por Haydn ao conde Anton Georg Apponyi. As obras tocadas serão os Quartetos Op. 74, nº1, nº2 e nº 3. O Ensemble XXI, agrupamento interno da OCM que normalmente dedica-se mais a compositores modernos e contemporâneos, é constituído pelos violinistas Elena Kononenko, Anahit Dalakyan, Olga Proudnikova, Vladimir Proudnikov, Yuriy Kyrychenko e Maxim Taraban; por Mircea Belei e Rostyslav Kuts na viola d’arco; e pelos violoncelistas Stella Silvian, Iryna Bandura e Jaime Dias.

Luís Rocha

Sem-Abrigo com direito a bolsa de alojamento

Diário de Notícias – Madeira

Sem-Abrigo com direito a bolsa de alojamento
Plano Regional para pessoas sem abrigo, ontem apresentado, inclui 37 medidas
Data: 04-11-2009

Caracterizar as pessoas sem-abrigo da Região, tentar reintegrá-las na sociedade e prevenir outras situações de risco, são três dos objectivos do Plano Regional para Pessoas Sem-Abrigo que ontem foi apresentado publicamente, no âmbito do III Fórum Comunitário ‘Contributos para Pessoas Sem-Abrigo’.

Do plano fazem parte 37 medidas em torno de três eixos de acção (Informação, Sensibilização e Prevenção; Qualificação da Intervenção; Serviços e Respostas) que os vários parceiros pretendem cumprir até 2011.

Caracterizadas estão já 60 pessoas Sem-Abrigo, 47 em situação de tecto (vivem em espaços públicos ou abrigos de emergência) e 13 sem casa (em alojamento temporário destinado ao efeito). E um dos objectivos do Plano é o de criar uma bolsa de alojamento. Como explicou Francisco Jardim Ramos, secretário regional dos Assuntos Sociais, esta medida pretende assegurar o alojamento das pessoas que assim o desejarem, em centros de acolhimento especializado (actualmente a Associação Protectora dos Pobres dispõe de 16 camas) e também recorrendo a protocolos ou parcerias com residenciais. Futuramente, a Região terá um centro de acolhimento, também gerido pela APP, com um total de 50 camas.

Jardim Ramos não escondeu porém a complexidade da situação e a difícil tarefa que algumas vezes é convencer uma pessoa sem-abrigo a ’sair da rua’.

“O trabalho é árduo, mas não tentar seria pior”, admite o governante que disse também acreditar que o plano ontem apresentado permitirá uma “intervenção mais ajustada” a uma realidade que é complexa e que tem causas muito variadas (toxicodependência, alcoolismo, desemprego, conflitos familiares, distúrbios psicossociais, entre outros).

Ana Luísa Correia