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Coordenação da Política de Transportes

A coordenação da política de transportes entre os diversos municípios do Arquipélago é essencial para garantir a acessibilidade, a disponibilidade e a velocidade na circulação automóvel.

O Estudo de Mobilidade do Município do Funchal mostra-nos que entram diariamente no Funchal 49 000 veículos com origem nos demais Concelhos.

De Leste entram 20 500 pela Cota 200, 9 200 pela Rua Conde Carvalhal e 800 pela Estrada da Boa Nova.
De Oeste entram 13 500 pela Cota 200 e 3 700 pela Estrada Monumental.
De Norte entram 1 000 pela Estrada Regional 107 e 300 pela Estrada Regional 103.

A rede de transportes públicos colectivos de e para os demais Concelhos tem visto diminuir o número de passageiros transportados tornando a situação das empresas de transporte cada vez mais difícil. Apenas nos Concelhos de Santa Cruz, Machico e Câmara de Lobos existe concorrência entre os operadores (SAM, Rodoeste, CCSG e EAC).
Pelo contrário, o transporte individual e privado tem vindo a aumentar, adicionando pressão ao trânsito, ao estacionamento e o custo global do transporte e mobilidade para a sociedade como um todo.

É essencial resolver o problema do trânsito de forma integrada com os demais municípios.
O Trânsito é a nossa segunda prioridade!

Faltam 78 dias para as Eleições Autárquicas (11 de Outubro de 2009)

2.ª Prioridade – Trânsito e Mobilidade

O trânsito é segunda prioridade do Partido Socialista para a cidade do Funchal, logo após o emprego que está no topo das nossas preocupações.

Problemas

• As dificuldades de mobilidade no Concelho do Funchal são evidentes quando vemos a velocidade média de todas as artérias do centro do Funchal entre a Cota 40 e a Avenida do Mar. Todas estão no vermelho com velocidades médias inferiores a 10 Km/h. Estes são dados do recente Estudo de Mobilidade do Município do Funchal encomendado pela Câmara Municipal do Funchal.

• O trânsito no Funchal tem 2 nós críticos para a boa circulação do trânsito na cidade: o do Campo da Barca e a Praça Severiano Ferraz (Cruz Vermelha). Estes pontos críticos necessitam intervenção para melhorar a mobilidade de toda a cidade.

• 44% das deslocações que acontecem no Funchal acontecem de e para o local de trabalho e 48% dos locais de trabalho no Funchal encontra-se na faixa junto ao mar entre a Praia Formosa e o Almirante Reis (e 90% da oferta hoteleira está também nessa zona). Este é um eixo que necessita ser melhorado, mas discordamos de soluções que obriguem a colocação de carris ou catenárias.

• A solução definitiva para o trânsito no Funchal passa pela muito maior utilização de transportes colectivos. Apenas 1/3 das deslocações existentes no Funchal são realizadas com transportes públicos, mas 74% das deslocações que actualmente acontecem demoram menos de 30 minutos.

• A rede de autocarros, apesar de ter 63 carreiras, não chega a todo o Funchal mas é sobretudo a frequência o grande problema. Apenas 10% das carreiras têm frequências na ordem dos 20 minutos, todas as demais têm intervalos exageradamente grandes para uma solução de transporte que se quer sempre disponível. A parte comum entre as diversas carreiras é relativamente curta. Apesar de os autocarros terem uma ocupação média a rondar os 20%, esse número de passageiros significa 60% dos lugares sentados…

Soluções que propomos

Resolver o problema de trânsito nos nós do Campo da Barca e Praça Severiano Ferraz (Cruz Vermelha), o que pode implicar a construção de viadutos em ambos os casos para garantir a circulação sem paragem nos semáforos, excepto para a passagem dos peões.

Reequacionar o actual plano que prevê um viaduto entre a Rochinha e o Alto da Pena, que é uma obra muito cara e que não resolve nenhum problema de trânsito nem em Santa Maria Maior, nem em Santa Luzia.

Promover as linhas de transporte público ecológico, aumentando a sua cobertura e garantindo o transporte público perto de todas as zonas com características pedonais da cidade.

Aumentar a frequência do transporte público para a generalidade das carreiras, para que seja uma alternativa disponível e rápida.

Relocalizar as centrais de autocarros que servem os Concelhos a Este e Oeste, articulando com a Horários do Funchal para que os passageiros possam ter acesso fácil às centrais sem custos acrescidos.

Estudar a reorientação dos sentidos de trânsito em algumas vias na cidade e a passagem a área semi-pedonal, apenas passível de ser utilizado por transportes públicos e transporte de mercadorias fora do horário de grande movimento.

• Estudar uma solução de trânsito para a zona Oeste da cidade que combine a Estrada Monumental e a Rua João Paulo Segundo, com vista a melhorar o acesso àquela fundamental zona da cidade do Funchal.

• Analisar a hipótese de nos acessos principais com duas vias em cada sentido (sobretudo na Ribeira de João Gomes), tornar uma delas reversível e transformando-a numa faixa bus na hora de ponta da manhã (8h-9h) e da tarde (17h45-18h45), ficando 3 vias no sentido mais utilizado e apenas 1 no sentido oposto. Discordamos da solução de criar vias por cima das ribeiras que é sugerida no Estudo de Mobilidade do Funchal.

Coordenar a política de transportes numa lógica global, envolvendo os demais municípios e garantindo acessibilidade, disponibilidade e velocidade na circulação automóvel.

12 483 desempregados

12 483
desempregados
em Junho 2009
O mês de Junho costuma ser um mês em que o desemprego diminui por via dos empregos sazonais do verão. Este ano, apesar do verão, Junho fez aumentar o desemprego em mais 296 desempregados.

Isto só reforça a nossa ideia que a primeira prioridade tem de ser o

EMPREGO
O número de ofertas de emprego é de apenas 260! O tal número que o Secretário Regional da tutela vangloria-se de estar a aumentar…

Velocidade média inferior a 10Km/h

No estudo de mobilidade da cidade do Funchal podemos ver quão condicionado é o trânsito na cidade do Funchal. O centro do Funchal, entre a Cota 40 e a Avenida do Mar está todo no vermelho carregado, o que significa que a velocidade média em todo o centro do Funchal é inferior a 10 Km/h.


Fonte: Estudo de Mobilidade da Cidade do Funchal (figura 43, página D-6 )
clique aqui para ampliar

É por isto que o trânsito é a nossa segunda prioridade!

Faltam 79 dias para as Eleições Autárquicas (11 de Outubro de 2009)

Sala de Espectáculos na Zona do Tecnopolo

O programa eleitoral de 2005 do actual Presidente da Câmara do Funchal apresentava a proposta: “Sala de Espectáculos na Zona do Tecnopolo“.
A promessa está no manifesto eleitoral autárquico, mas à semelhança de muitas outras presentes nesse manifesto, a responsabilidade da obra e o respectivo pagamento não é da Câmara Municipal. Neste caso a obra é da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento.

Na verdade, a obra já tinha sido anunciada através da primeira página do Diário de Notícias um ano antes a 17 de Outubro de 2004, em pleno dia de eleições regionais… Uma grande promessa eleitoral num dia em que só o partido maioritário deste regime permanece em modo de campanha!

“A Madeira vai ter um Museu da Ciência, Tecnologia e Informação. O edifício será construído na área de expansão do Madeira Tecnopólo, em Santo António, e o projecto de concepção foi atribuído pela Sociedade Metropolitana à equipa de arquitectos de Duarte Caldeira e Silva. Foram várias as propostas apresentadas para o futuro museu, mas a Metropolitana optou pelo projecto de Caldeira e Silva que, entre outras coisas, propõe uma área para as questões da tecnologia e outra para arquivo de imagens. E, tendo em conta a natureza do edifício, haverá, na nova obra, um lado interactivo muito forte. De acordo com a proposta de Duarte Caldeira e Silva, na área do Museu de Ciência, Tecnologia e Inovação estarão em exposição objectos, aparelhos e máquinas que poderão ser manipulados pelo público. Todos estes objectos serão referentes a disciplinas como nanotecnologia, biotecnologia, robótica e até genética. O objectivo é que seja uma espécie de montra do que mais de inovador se faz no mundo. Esta área do edifício do Museu da Ciência, Inovação e Tecnologia terá uma sala de exposições permanente e duas para mostras temporárias.

MUSEU DE IMAGENS
Nas mesmas instalações será criado o Museu das Imagens que permitirá contar a história da Madeira desde 1870 até à actualidade. O acervo desta parte do museu será feito com o património fotográfico da Secretaria Regional do Turismo. É, pois, para estas instalações que será transferido todo o material do actual Museu Vicentes, ao qual se acrescentarão também filmes rodados sobre a Madeira. Além do arquivo fotográfico, em exposição estarão antigos equipamentos, tanto de fotografia como de cinema. O que estará disponível para o público numa sala de exposições. O museu terá ainda uma sala de cinema. A proposta de Duarte Caldeira e Silva para o museu, que será construído num terreno em Santo António, entre a Ribeira de São João e a via distribuidora da Madalena (nas proximidades das piscinas olímpicas), pretende transformar o futuro edifício num ícone do Funchal, que seja rapidamente reconhecido pela população. A ideia, explica a proposta vencedora, é que a forma do prédio atraia as pessoas para as visitas. Porque, adiantam os arquitectos, o museu será aberto ao público e terá por finalidade cativar e interessar todos, independentemente da idade e do grau de literacia. Trata-se de um projecto de divulgação da ciência que, além disso, terá uma componente de lazer muito grande. Haverá espaço para espectáculos multimédia e haverá, em diversos pontos, projecções em ecrãs, com informações ao público. Em termos de organização interna, o prédio será construído em pisos. No piso de entrada, segundo a proposta de Duarte Caldeira e Silva, ficarão o átrio, as bilheteiras, informações, biblioteca, ciberzona, auditório e loja. As salas de exposições temporárias, as entradas de serviço e armazém ficarão no segundo piso e a exposição permanente será no terceiro. Nos últimos pisos (quarto e quinto) ficarão o museu da imagem e a sala de projecção.

CINEMA AO AR LIVRE
Nos jardins do Museu será implantado um auditório ao ar livre com ecrã, o que permitirá a projecção a partir da sala de cinema. O que, se for preciso, possibilitará a visualização de sessões de cinema e espectáculos ao ar livre. As áreas verdes, que ocupam oito mil e 500 metros quadrados, serão, por seu turno, alvo de uma intervenção específica de arquitectura paisagística, mas a equipa de Duarte Caldeira e Silva propõe já jogos de água e exposição de objectos museológicos e escultórios, com ligação ao tema do Museu. Detalhe importante é que o projecto de concepção prevê que o futuro edifício tenha uma produção de energia por métodos alternativos e menos poluentes. Uma parte da energia será produzida por painéis solares e serão instalados sistemas passivos de energia solar, cuja finalidade será a climatização do prédio, que deverá servir de exemplo em termos energéticos.

Projecto da Metropolitana
O novo projecto da Sociedade Metropolitana, um museu da ciência e um arquivo de imagem, para a área de expansão do Madeira Tecnopólo inclui-se no plano de obras para o concelho do Funchal idealizado pela Vice-presidência do Governo Regional. Cunha e Silva refere que o Museu da Ciência se integra no conjunto de projectos de inovação e requalificação da capital. Além deste museu, na área de expansão do Tecnopólo será construído também um pavilhão multiusos, cujo projecto é da autoria do arquitecto Manuel Salgado. E o vice-presidente admite que não serão os únicos, mas refere que eram os que estavam para ser lançados durante o actual mandato do Governo. Conforme consta do programa da Metropolitana. A requalificação do porto do Funchal encerra, para já, o plano de obras da Sociedade Metropolitana para o concelho da capital.”

A promessa foi feita em dia de eleições, mas passados 5 anos continuamos sem ver qualquer vestígio deste investimento relevante para a cidade do Funchal.
Esta candidatura do Partido Socialista compromete-se a exigir publicamente que o Governo Regional cumpra as promessas que fez ao Concelho do Funchal.

Lançado há uma semana…

Faz hoje uma semana que este site/blog foi colocado on-line, sendo este o 16.º artigo publicado.
A divulgação pública iniciou-se anteontem e o número de visitantes começou já a subir rapidamente, tendo ontem chegado aos 145 visitantes únicos.

Pedimos aos diversos blogues regionais que adicionem este site às vossas listas de blogs (http://www.cidade-com-futuro.com/) , sendo certo que este blog irá continuar a funcionar após o período da campanha, acompanhando o trabalho realizado ao longo do mandato pelo presidente da câmara, pelos vereadores, pelos deputados municipais e pelos membros dos órgãos das 10 freguesias do Funchal.

Funchal – Qualidade de Vida

O Funchal é uma cidade bafejada pela sorte de ter um clima ameno, com um mar temperado, com vegetação abundante e com as altas montanhas a proporcionar, não só a protecção aos ventos dominantes de Norte, mas também um enquadramento paisagístico de rara beleza. Não apenas os funchalenses, mas todos os que nos visitam, consideram que estas são condições naturais particularmente propícias para uma boa qualidade de vida.

Desde o século XIX, quando surgiu o conceito de turismo, que a Madeira é procurada pela sua beleza, calma e bom clima, quer para ócio, quer para recuperar a saúde. Qualidade de vida sempre foi uma das nossas imagens de marca.

O semanário SOL apresentou em Fevereiro de 2009 na revista Tabu um estudo sobre a qualidade de vida em 20 cidades portuguesas, onde se inclui o Funchal. Esse estudo é hoje referenciado pelo DN-Madeira, mas de forma muito simplificada, uma vez que o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia Comportamental (INTEC) tem muitos e interessantes elementos de análise política e social.

Este é o segundo estudo realizado sobre este tema por esta entidade, tendo o primeiro sido publicado também pelo Sol em Fevereiro de 2008, ou seja, exactamente um ano antes do actualmente referenciado.

No estudo de 2008, participaram 11 cidades, tendo ficado o pódio da Qualidade de Vida ordenado da seguinte forma:
1.º Albufeira
2.º São João da Madeira
3.º Coimbra
Nesse ano participaram também neste estudo: Lisboa, Santo Tirso, Faro, Porto, Bragança, Castelo Branco e Évora.

Apenas um ano depois, no ranking de 2009, as 5 cidades melhor classificadas foram:
1.º Angra do Heroísmo
2.º Portimão
3.º Albufeira
4.º São João da Madeira
5.º Funchal
De notar que o 1.º, 2.º e 5.º classificados não tinham participado no ano anterior…
Neste ano de 2009 participaram no estudo: Beja, Bragança, Cartaxo, Covilhã, Estremoz, Figueira da Foz, Grândola, Guarda, Leiria, Lisboa, Odivelas, Portalegre, Porto, Santo Tirso, Vila Real.

O quinto lugar no estudo sobre a qualidade de vida entre as 20 cidades portuguesas peca por apenas estarem incluídas no estudo 6,5% dos municípios portugueses.
As cidades incluídas no estudo foram as que estiveram disponíveis a participar financeiramente com cerca de 20 000€, acrescidas das cidades com maior relevância nacional – Lisboa e Porto.
Assim, apesar do carácter científico que foi colocado na análise do INTEC ficamos com a sensação de estarmos perante um estudo que avalia apenas os concorrentes e não a totalidade do país, tal como nos concursos de beleza apenas se avaliam as/os que aceitam concorrer…

O estudo teve por base 10 critérios de avaliação e para cada critério foram utilizados dois métodos de avaliação: a análise objectiva das infraestruturas disponíveis e o grau de satisfação por parte dos munícipes com base num inquérito, fazendo posteriormente a média da classificação obtida entre os dois métodos. O inquérito de 2009 teve 4109 entrevistas telefónicas nos 20 municípios em causa, o que já é um valor bastante representativo.

Os temas analisados foram: ‘Cultura e Lazer’, ‘Economia e Emprego’, ‘Ensino e Formação, ‘Turismo’, ‘Urbanismo e Habitação’, ‘Ambiente’, ‘Saúde’, ‘Felicidade’, ‘Acessibilidade e Transportes’, ‘Diversidade, Tolerância e Segurança’

Analisando os dados do Funchal, que é o nosso foco de interesse, podemos constatar que o 5.º lugar do Funchal é conseguido apenas 2 dos 10 critérios com nota razoável: Ambiente (74,4 em 100) e Turismo (61,3 em 100). Em todos os demais critérios a avaliação é medíocre ou má.

Nos critérios Ensino e Formação, Cultura e Lazer, Acessibilidades e Transportes, e Saúde, o Funchal tem um resultado particularmente mau ficando na segunda metade da tabela.

As conclusões que daqui se podem retirar é que, apesar das condições naturais particularmente favoráveis a uma boa qualidade de vida, são os critérios de intervenção humana que nos fazem descer nesta classificação. O persistente baixo nível de escolaridade e formação, a baixa produção cultural, os problemas nas acessibilidades e transportes fazem com que o Funchal não esteja no topo da qualidade de vida, como poderia facilmente estar.

Transcrevemos o artigo relativo ao Funchal da revista Tabu/Sol
Felicidade e Turismo

Almoçar em casa, com a família reunida à volta da mesa, e depois voltar sem pressas para o trabalho, é um dos privilégios de que continuam a usufruir muitos dos habitantes do Funchal – a mostrar que a cidade mantém vivos hábitos já esquecidos nas grandes metrópoles.

Os serviços concentram-se na Baixa da Cidade e ao longo de toda a zona costeira, onde o turismo manda e os principais investimentos se acumulam.

Mas a cidade está a crescercada vez mais por sobre o anfiteatro que lhe deu origem. Um crescimento que se vê, quase só, em betão, e a que falta, quase sempre, tudo o resto.

Acessos rodoviários, transportes, escolas e segurança são, invariavelmente, o alvo de queixas dos habitantes. Quem vive lá em cima – no que antes eram bairros de barracas e que, ao longo dos últimos anos, se transformarem em novos bairros sociais, paredes meias com as mais modernas urbanizações – continua a lamentar que o «horário» (como chamam aos autocarros) não chege a todo o lado. O bom planeamento urbanístico não é uma prioridade fora das zonas turísticas.

A intensa poluição da Baixa, onde se concentram milhares de carros à hora de ponta, não parece preocupar turistas e habitantes da cidade. Na grande marginal, nas ruas do comércio tradicional e nos novos centros comerciais, os funchalenses continuam a ter tempo para passear, tranquilamente, ao fim de um dia de trabalho.

Graça Resendo

Quem se der ao trabalho de ler o texto que serviu de referência à notícia de hoje do Diário de Notícias, certamente nota uma substancial diferença de tom com que é apresentada a notícia…

Aqui ficam as páginas da reportagem:
primeira (Angra do Heroísmo)
segunda (Portimão)
terceira (Albufeira, São João da Madeira e Funchal)
quarta (Ensino e Formação; Cultura e Lazer; Economia e Emprego; Ambiente)
quinta (Felicidade; Acessibilidades e Transportes)

O video da entidade que realizou o estudo:

Faltam 80 dias para as Eleições Autárquicas (11 de Outubro de 2009)

Cooperação Social para Fome Zero


Conferência de Imprensa de 26 de Junho de 2009

Propomos uma colaboração estratégica com as igrejas e outros parceiros sociais para a implementação no terreno de planos de cooperação e de intervenção social com o objectivo de garantir a Fome Zero na Região Autónoma da Madeira.

A igreja católica tem um histórico de intervenção social de cinco séculos no apoio aos mais desfavorecidos, no apoio às crianças abandonadas ou em risco e no apoio aos mais pobres. Também o seu histórico papel na educação e formação dos cidadãos merece destaque. Sempre promoveu os valores da solidariedade e do voluntariado, ajudando a fazer crescer homens e mulheres de boa vontade.
O conhecimento profundo das realidades sociais da Região Autónoma da Madeira tornam-na num parceiro essencial na acção social que necessitamos que seja realizada.

É também notória a relevância do papel das entidades públicas no apoio social e na diminuição do risco de pobreza. De acordo com notícias recentes, a intervenção pública, nomeadamente do Estado, é essencial para fazer baixar o risco de pobreza entre os idosos e famílias com filhos.
No ano de 2007 o risco de pobreza entre os idosos diminuiu fruto do complemento solidário para idosos que, gradualmente, tem chegado a cada vez mais cidadãos, reduzindo de 26% para 22% o risco de pobreza.
Na globalidade da população portuguesa, se não fosse a actual intervenção do estado, o risco de pobreza subiria dos 18% para os 24% da população, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística do ano de 2007. Com o surgimento da crise internacional no verão de 2008, esta intervenção dos organismos públicos terá seguramente um papel ainda mais importante.

Consideramos que a cooperação em parcerias intermunicipais com as igrejas e demais parceiros sociais são a solução para aumentar a eficácia dos apoios sociais públicos.
O incremento e a maior eficácia dos apoios sociais são prioridades da nossa candidatura.

Discordamos dos partidos que, a pretexto da poupança, da redução do défice ou da existência de casos de abusos nos apoios sociais, pretendem fazer desaparecer esse importantíssimo instrumento de intervenção social. O apoio social tem como objectivo tornar a sociedade mais justa, permitindo que todos possam usufruir de iguais oportunidades sociais.

As autarquias locais têm um papel a desempenhar na resolução destes problemas sociais. As autarquias locais não tem actuado da forma mais correcta nestas áreas, ao descartar as suas responsabilidades numa área em que todos somos poucos. Precisamos de uma nova atitude!

Pretendemos implementar projectos estratégicos comuns de intervenção social, olhando para a igreja como um parceiro com um melhor conhecimento das realidades garantindo dessa forma o melhor aproveitamento dos apoios públicos.

As nossas crianças merecem esse nosso esforço.
Os nossos idosos merecem essa nossa atenção.