Resíduos animais estão a ir para aterro

Diário de Notícias – Madeira
30-10-2009

Resíduos animais estão a ir para aterro

Oficialmente ninguém confirma. Mas se atendermos ao facto das duas linhas de incineração de resíduos hospitalares e de sub-produtos animais estarem inactivas, fácil é concluir que os resíduos animais não estão a ser queimados e como tal o seu destino é o aterro sanitário.

Neste momento o problema pode ainda não ter uma dimensão lesiva para o ambiente. Porque as 40 toneladas que mensalmente são depositadas na Meia Serra não causam transtornos na gestão do aterro sanitário. Mas sob o ponto de vista ambiental, a solução não se afigura ser a ideal, já que a impermeabilização não exclui, em definitivo, escorrências que contaminem o solo.

Se consideramos que em 2007 a ‘Meia Serra’ tratou 888 toneladas de resíduos hospitalares e de sub-produtos animais, valor que subiu 74% o ano passado, já que foram tratadas 1.547 toneladas de resíduos hospitalares e de sub-produtos animais, fácil é concluir que quanto mais tempo durar este conflito, em tribunal, maior é o problema com que a Região se vai deparar, quer na exportação dos resíduos hospitalares, como no aterro dos resíduos animais.

A julgar pela morosidade com que os tribunais resolvem os casos e considerando a contestação que as empresas fazem às decisões unilaterais da Valor Ambiente, fácil é concluir que este problema deverá perdurar por mais de um ano.

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