Praia Formosa sem areia e Toco fica à espera
Praia Formosa sem areia e Toco fica à espera
Funchal vai ter duas centrais de camionagem, uma no Tecnopolo, a outra não se sabe
Data: 19-11-2009
Antes de tudo, no final da reunião que juntou o Governo Regional e o Executivo camarário do Funchal, Jardim fez questão de afirmar que a realização do programa de Governo no município “está muito bem”. O presidente do Governo justificou com o que disse ser o facto de dois terços do previsto estarem realizados ou em curso.
Jardim afirmou de seguida: “Não se anulou nenhuma obra.” Mas logo depois: “Neste momento nem pensar em praias de areia”, para a Praia Formosa. O presidente do Governo justificou que a obra “também” não constava do Programa de Governo. No entanto, no documento apresentado às populações em 2004, que o PSD disse que assumia para 2007/2011 está escrito: “Melhoria de toda a frente mar da Praia Formosa e respectivas zonas de lazer, com contratação de um estudo para a instalação de uma praia artificial e sua construção, se técnica e financeiramente possível.”
O presidente disse ainda que o Governo e a CMF estão disponíveis para viabilizar os projectos que os donos dos terrenos queiram, desde que conformes às regras em vigor.
Outro projecto que vai ficar em ‘banho-maria’ é o do Toco. A justificação veio novamente pela voz do presidente do Governo: “Ainda não há solução jurídica.” Mas, garante Jardim, a ideia e o projecto continuam de pé.
O Governo e a CMF estudam a possibilidade de enveredar por uma parceria público-privada, de forma a a ultrapassar os impedimentos jurídicos encontrados.
Jardim também põe a hipótese de isso não ser necessário, por via de uma alteração legislativa da República.
Se a solução público-privados for viável, ai há outro problema a resolver, encontrar os privados interessados. Jardim afirmou e Albuquerque confirmou que os privados, que o presidente da Câmara tinha interessados em investir, ante as dificuldades encontradas disseram “bye-bye!” Se os investidores disseram adeus ao Toco, o Governo e a Câmara dizem olá às estações de camionagem.
Sem concretizarem uma data para o arranque das obras, foi revelado que, em vez de uma como inicialmente previsto, vai haver duas. Uma na zona Oeste, em terrenos do Tecnopolo, e outra a Leste, em local a definir. Esta é a antecipação de uma pequena parte de um estudo que a CMF vai apresentar em Março.
Albuquerque explicou que a ideia da criação de duas centrais é fazer com que deixe de haver três empresas a atravessar o centro da cidade. Com a construção das duas centrais, os autocarros da zona Oeste vão para o Tecnopolo e os da Leste, logo se vê, mas sempre para aquele lado da cidade.
A reunião do Governo com o executivo da CMF foi a última da ronda feita por Jardim e secretários pelas Câmaras da Região. São encontros que visam avaliar o nível de concretização dos programas de Governo e camarários e redefinir estratégias.
Élvio Passos
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