Porto concorrido e obras complicam trânsito na baixa
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Porto concorrido e obras complicam trânsito na baixa
Devido às obras e aos autocarros de turismo, tráfego complica-se junto ao Almirante Reis
Data: 05-11-2009
Em dias de ‘casa cheia’ no Porto do Funchal, a confusão instala-se, posteriormente, nas principais artérias da cidade, em particular junto dos pontos turísticos. A paragem de autocarros de transporte de turistas dos navios de cruzeiro, por exemplo, no Almirante Reis, congestiona o trânsito, dando origem a protestos. Contudo, segundo o vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Bruno Pereira, este problema ficará resolvido quando as obras na Avenida do Mar estiverem concluídas e for reaberto o parque para os autocarros da Horários do Funchal (HF) e do Caniço que, nos últimos tempos, têm ocupado uma faixa de rodagem.
Ontem de manhã, com três navios de cruzeiro atracados, a agitação era significativa, para quem circulava a pé, mas sobretudo a nível de trânsito. Dada a localização do Teleférico para o Monte no Almirante Reis, em poucos minutos o tráfego tornou-se complicado e as buzinas não tardaram a soar. No local, contaram ao DIÁRIO que há dias em que as confusões vão “de manhã à noite”, um verdadeiro “entra e sai” de carros, empatando a circulação automóvel.
Segundo Bruno Pereira, este cenário tornou-se frequente, nos dias de maior número de paquetes no Porto do Funchal, por causa das obras que decorrem naquela zona, associadas à requalificação da Avenida do Mar. Como explicou ao DIÁRIO, devido às intervenções que estão a ser realizadas naquela zona, os autocarros da HF e do Caniço deixaram de poder usar o parque que lá existe e que continuará, depois das obras, a existir, estacionando, então, na faixa de rodagem, dado que não têm outra alternativa.
Com o final das obras, o parque voltará a funcionar somente para a HF e as carreiras interurbanas. Porém, na faixa actualmente ocupada por estes veículos, será colocada uma placa que autorizará a paragem de autocarros de turismo, a exemplo do que já acontecia no passado. “Saindo os autocarros da HF, entram os autocarros de turistas”, sintetizou, apontando que, nestas situações, há que demonstrar uma certa flexibilidade.
Ontem, por várias vezes, os autocarros pararam para que os turistas pudessem sair, no Almirante Reis, atrapalhando o trânsito de quem seguia logo atrás devido à presença autorizada dos veículos da HF e do Caniço. Outros atreveram-se mesmo até a estacionar da forma que lhes deu mais jeito. Em minutos, instalou-se a confusão. Quem queria ir para o estacionamento que se situa naquela zona era obrigado a ter de esperar.
Na zona do Mercado dos Lavradores, a situação estava mais calma, já que muitos optam por fazer o trajecto a pé, do Almirante Reis ao mercado. Todavia, nas docas em frente ao Anadia, vários autocarros passaram por lá, embora sem gerar complicações. Na Avenida do Mar, a situação era idêntica, até porque os autocarros de dois andares que circulam pela cidade têm autorização para parar nas docas existentes.
O também responsável pelo pelouro da Mobilidade Urbana apontou que o que se vive nestas alturas são “excepções”. “A cidade não pode ter infra-estruturas para alturas de pico porque é uma excepção”, reforçou, garantindo que um grande investimento em docas para autocarros turísticos, que depois só fosse usado “10 dias por ano”, iria ser visto pela população como um desperdício. A par desta situação, a cidade, como disse, não tem espaço.
Zélia Castro
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