III Fórum de Desenvolvimento Regional acontece no Funchal até amanhã
Medidas anticrise
III Fórum de Desenvolvimento Regional acontece no Funchal até amanhã
Data: 24-11-2009
Ante a crise económica que assola o mundo é preciso “saber como é que a competitividade vai reagir e quais os efeitos, em termos de desenvolvimento regional”. A actual situação económica determinou o tema do III Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Regional, que está a decorrer no Funchal.
Carlos Estudante, da ADERAM – Associação de Desenvolvimento Regional – e vice-presidente da EURADA – Associação Europeia das Agências de Desenvolvimento Regional – explica que um dos grandes objectivos do encontro é encontrar medidas concretas, que sejam exequíveis e aplicá-las à várias regiões, onde quer que estejam, com as devidas adaptações.
Com esse objectivo vieram até ao Funchal cerca de 70 pessoas de locais tão diferentes como da China, Rússia, Ucrânia, Austrália, Estados Unidos e Europa.
Um dos pontos incluídos para debate no Congresso (workshop) é o da energia, que se prevê venha a ser um “aspecto fundamental do futuro”, nas palavras de Carlos Estudante. Daí a presença de russos e ucranianos no encontro, que termina amanhã no Hotel CS Madeira. “São eles que abrem e fecham a torneira.”
Um dos aspectos que certamente marcam o encontro é a atribuição de importância aos aspectos sociais. “O social é muito mais importante no económico do que se pensava. Hoje em dia está-se a restabelecer esse aspecto que tem a ver com a ética, com a forma como as pessoas são tratadas.”
É a terceira vez que o Fórum se realiza na Madeira. O primeiro foi em 2005 e o segundo e 2006. Depois, foi decidido que o encontro deveria realizar-se de dois em dois anos, até como forma de reduzir os custos. Ainda assim, houve uma ‘derrapagem’ de um ano. Acontece agora e em 2011 deverá voltar a realizar-se.
O facto de acontecer na Madeira deve-se, em grande parte, ao facto da ADERAM pertencer à Associação europeia e Carlos Estudante ao respectivo Comité Executivo, “também tem influência”, admite o madeirense.
Estava previsto o vice-presidente do Governo, participar na sessão de abertura, mas João Cunha e Silva não apareceu, apesar de menos de cinco minutos antes a organização dizer o contrário. Quem falou foi Ventura Garcês, secretário do Plano e Finanças. Conceição Estudante também esteve presente.
Por parte da EURADA falou o seu presidente. Renato Galliano lembrou que no último Congresso as previsões apontavam para um contínuo crescimentos dos PIB, mas que o que cresceu foi a crise e o desemprego. Hoje, o mundo e as regiões enfrentam uma crise social. “Em alguns países, mais de metade dos jovens não encontram emprego”, lembrou.
O polaco Manfred Beshell lembrou a primeira vez que veio à Madeira. Nessa altura, aterrou num “pequeno aeroporto” e demorou cerca de uma hora e meia para chegar ao Funchal.
Élvio Passos
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