Estudo dos mosquitos já na 3.º fase
Estudo dos mosquitos já na 3.º fase
Densidade do Aedes Aegypti está mais baixa em relação à de outubro último
Data: 21-11-2009
Desde o passado dia 16 de Novembro e até ao próximo dia 27 de Novembro está a decorrer a terceira edição da avaliação das densidades larvares e de adultos de Aedes aegypti promovida pelo Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAÚDE).
Segundo explicou ao DIÁRIO o presidente do instituto, Maurício Melim, nesta edição do trabalho de campo que foi iniciado em Julho último, “um grupo de técnicos afectos ao IASAÚDE vai proceder à prospecção larvar no Funchal, Câmara de Lobos e Caniço/Santa Cruz e à colheita de 18 horas de formas adultas do mosquito no Funchal e Câmara de Lobos para a determinação das taxas de agressividade”.
Embora com a diminuição da temperatura registada na última semana, os técnicos já estejam a notar um decréscimo na densidade de mosquitos Aedes aeypti e consequentemente também um menor volume de queixas provenientes da população, as várias fases do trabalho de campo são fundamentais para avaliar de forma mais correcta.
O trabalho levado a cabo pelos técnicos inclui recolha de material biológico (ovos, larvas e mosquitos) e a avaliação do nível de incomodidade da população com pequenos inquéritos.
Alguns dos insectos (nas suas várias fases de desenvolvimento) recolhido continuam também a ser estudados em laboratório, num trabalho onde uma das maiores preocupações é a de avaliar o grau de sensibilidade aos insecticidas. Este procedimento determinará, numa última fase, se os insecticidas que tem sido usados no programa de controlo dos mosquitos são os mais eficazes e também para encontrar melhores produtos para lidar com estes insectos.
No Caniço e em Câmara de Lobos
Se inicialmente os Aedes aegypti pareciam estar ‘confinados’ a determinadas zonas do concelho do Funchal, o estudo que tem vindo a ser realizado desde Julho deste ano pelo IASAÚDE, em colaboração com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Lisboa já permitiu concluir que houve uma dispersão da espécie para Oeste do Funchal (Câmara de Lobos) e para Leste (Caniço – Concelho de Santa Cruz).
A avaliação da densidade dos mosquitos é fundamental para que se determine a possibilidade de emergir uma doença transmitida por vectores (neste caso conhecidas como arboviroses) como a dengue ou febre amarela. Este é considerado pelo entomólogos um dos padrões epidemiológicos mais sensíveis para a avaliação do risco de emergência de uma doença já que se houver muitos mosquitos a picar os seres humanos a possibilidade transmitirem uma doença é mais elevada.
As primeiras conclusões retiradas do estudo que tem vindo a ser desenvolvido é que em Julho a taxa de agressividade era baixa e aumentou em Outubro. Porém, agora já parece ter voltado a baixar.
Ana Luísa Correia
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