Reacções: Requalificar as Ribeiras
Scherzan diz:
1 de Outubro de 2009 ás 22:19
É sem dúvida uma boa proposta que iria mudar o visual das ribeiras mas perguntava, já que temos na memória o aluvião de 93, se será praticável.
É impossível determinar o grau de intensidade de uma tempestade e qual a sua repercussão nas ribeiras mesmo estando limpas.
Num instante todo este trabalho estaria perdido, aliás, à imagem do que é a marina do Lugar de baixo.
A minha opinião é de que, deve ser feita uma séria mudança nas ribeiras: tirar os canos ferrugentos e substituir por canos que possam ser discretos, limpar frequentemente as ribeiras de detritos causados pela já habitual falta de civismo dos munícipes, a plantação de flores endémicas e de localização ribeirinha para que possam crescer no seu meio ambiente e não com espécies exóticas. Uma boa opção serão as trepadeiras que cobrem toda a área superior deixando o leito tapado. Quanto as estas questões, creio que a opinião pública tem algo a dizer e porque não perguntar à população o que acha ser melhor? Porque não deixar que as suas opiniões valham de alguma coisa?
Quanto à passadeira turística, creio que se não for o vandalismo, uma subida do nível das águas facilmente a destruiria.
Continuação de bom trabalho e boas propostas.
Muito obrigado pelos seus valorosos comentários.
(…)
Estatisticamente os aluviões acontecem em Setembro com uma periodicidade média de 7 anos. Naturalmente têm muita imprevisibilidade. Podemos saber que irá existir uma tempestade, mas não se consegue prever com muita precisão a queda de uma anormal quantidade de água que cria o aluvião. Essa é uma limitação técnica actual. A única tecnologia que existe são radares meteorológicos que conseguem medir a quantidade de água nas nuvens imediatamente antes de começarem a descarregar…
Com um radar meteorológico no Pico do Arieiro é possível saber antes da chuva começar a cair quanta água vai cair.
O tempo que a água demora a percorrer as Ribeiras desde a zona do Pico do Arieiro até chegar à baixa do Funchal são 20 minutos! Ou seja, existem 20 minutos para dar o alarme de risco de aluvião…
Voltando às Ribeiras… Como podes ver estamos perfeitamente conscientes dos riscos dos aluviões, mas mesmo assim achamos que podem existir intervenções positivas nas Ribeiras do Funchal desde que se respeite o princípio de não ocupar o leito da Ribeira.
A passagem para peões que as imagens mostram é bem alta, mas pode dar a ilusão errada. Nestas imagens, no fundo da Ribeira apenas se encontram flores e poucos repuxos, mas a presença destes no fundo é, de facto, duvidosa numa implementação real. No entanto existem soluções criativas para os podermos içar rapidamente sem esforço. Não podem existir muros, nem troncos, nem nada “não natural” na Ribeira.
As flores devem ser de preferência adaptadas àquele ambiente e das que continuam a existir mesmo quando vêem enchentes.
Com os melhores cumprimentos,
Duarte Gouveia
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