Árvores com gravilha no Funchal
Casos do dia
Árvores com gravilha no Funchal
Data: 09-10-2009
A Câmara Municipal do Funchal está a testar uma substância, composta por gravilha e resina epoxídica, nas caldeiras das árvores de algumas ruas da cidade, nomeadamente na Marquês do Funchal e 5 de Outubro. Uma situação que está a causar estranheza nos funchalenses e a contestação dos ambientalistas, que não só põem em causa a questão ecológica, mas também a própria estética do produto.
O vereador do ambiente da câmara funchalense, Henrique Costa Neves, esclarece que esta solução será aplicada “nos passeios mais estreitos”, visando “compatibilizar a infiltração de água e arejamento das raízes” com “a circulação das pessoas”. É que, vinca, nesses passeios “têm-se registado acidentes devido ao desnível das caldeiras”.
Costa Neves assegura que o produto “não tem consequências negativas para as árvores”, além de que “é a melhor solução” para passeios estreitos, nos quais se torna inviável a colocação de vegetação rasteira, que devido ao pouco espaço existente acaba por ser destruída. A solução das grelhas metálicas, segundo o vereador, é indicada para as plantações de raiz: neste caso seria necessário criar uma grelha específica para cada árvore, o que diz ser impraticável.
Costa Neves admite a mudança do tipo de inerte, conferindo-lhe outra cor, eventualmente o verde.
Nélio Gomes
Pode seguir as respostas a este artigo utilizando um leitor de RSS 2.0. Pode escrever uma resposta, ou trackback do seu site.




Provavelmente está a se referir a uma espécie de tecido elástico que está bem junto ao tronco das árvores.
Vi-o em algumas cidade espanholas, a princípio um pouco céptico, mas depois conclui que de facto é funcional e não causa qualquer dano à árvore uma vez que é absorvente para deixar a água infiltrar e ao mesmo tempo deixa o solo por debaixo respirar.
A cor pode ser variável de acordo com a cor do chão. Aí requer-se o bom senso de quem projecta.
É ainda mais viável uma vez que as pessoas podem pisar esse espaço sem danos à árvore.
Todos beneficiamos.
isto tudo, claro, se estamos falar do mesmo producto. Ainda não tive ocasião de ver.
Os meus cumprimentos