Pela Madeira Dentro – São Martinho (2)
João Pimenta ganhou, há quatro anos, com uma vantagem apertada sobre a oposição.
Data: 17-08-2009
São Martinho, a par de São Pedro e Santa Maria Maior, é uma das freguesias do Funchal onde o PSD-M tem a maioria absoluta presa por um único representante. Nas três assembleias há uma relação de forças de 7-6, entre os social-democratas e o conjunto dos partidos da oposição. No próximo dia 11 de Outubro, precisamente quatro anos e um dia depois das últimas eleições autárquicas, PS, CDS e CDU vão procurar reduzir a vantagem ‘laranja’. João Pimenta, que há vários mandatos dirige a junta, tem por missão contribuir para o 10-0 do PSD, no Funchal e segurar a maioria absoluta.
Além do desgaste de vários mandatos na autarquia, o candidato social-democrata, que não se mostrou disponível para prestar declarações ao DIÁRIO, também poderá enfrentar um factor extra: um número considerável de novos eleitores. Em quatro anos, os cadernos eleitorais de São Martinho passaram de 19.500 para mais de 23 mil inscritos, a maioria jovens que vão votar pela primeira vez.
A construção do centro cívico, onde funciona a própria junta, é uma das obras que João Pimenta pode mostrar, no final de um mandato em que, tal como acontece nas restantes freguesias, se pode queixar de um orçamento que é insuficiente para as necessidades.
Oposição aposta forte
Como sempre, é no Funchal que a oposição procura obter os melhores resultados e São Martinho não foge à regra, sobretudo porque a distância para o partido do poder é menor.
O PS-M candidata Moisés Cova, que também integra a lista para a Câmara Municipal do Funchal e acredita ser possível lutar pela “vitória” nesta freguesia.
O candidato socialista considera que, entre os principais problemas de São Martinho está o desordenamento urbanístico. São Martinho é composto, como acontece nas maiores freguesias do Funchal, por um conjunto de contrastes que vão do cenário turístico, ao urbano e até rural.
A construção de grandes conjuntos habitacionais também ajuda a descaracterizar uma paisagem que, ao longo de décadas, sofreu agressões evidentes.
Com uma população residente que ultrapassa as 25 mil pessoas, São Martinho necessita de alternativas na rede viária que, como refere o candidato socialista, tardam em ser feitas, ou a mostrar resultados. Como exemplo, aponta a situação junto ao cemitério e os acessos à via-rápida que não resolveram alguns dos principais problemas.
As questões sociais, com alguns focos de exclusão , falta de habitação e apoios, também estão entre as preocupações de Moisés Cova.
Há quatro anos, o PS-M obteve 25,6% dos votos, elegendo quatro representantes para a assembleia de freguesia, contra 49,6% do PSD, mas os socialistas acreditam ser possível reduzir as distâncias.
Dírio Ramos pela CDU
Um objectivo idêntico ao da CDU, embora com horizontes mais modestos do que os do PS.
O candidato da coligação PCP/Verdes é Dírio Ramos que, no mandato que agora termina, chegou a ocupar o lugar de vereador na Câmara Municipal do Funchal, em substituição de Artur Andrade. Uma aposta assumida em aumentar a votação em São Martinho que, há quatro anos, se ficou pelos 827 votos (7,2%) que só permitiram eleger um deputado para a assembleia de freguesia. Ultrapassar os mil votos parece um objectivo ao alcance da CDU que ambiciona aumentar a presença na assembleia de freguesia.
Em situação quase igual está o CDS-PP. Marco Rodrigues é o candidato (ver destaque) e já tem as linhas gerais do programa prontas. Melhorar a votação de 2005, quando o partido conseguiu 916 votos (8%) e elegeu um representante, é um objectivo realista.
O CDS aposta em jovens, na maioria das autarquias, e em São Martinho procura atrair o eleitorado mais novo. O aumento de eleitores pode ajudar a atingir objectivos.
São Martinho é uma das freguesias do Funchal onde os partidos deverão fazer mais campanha, com as questões do ordenamento do território, o plano director municipal e os planos de pormenor a dominar a discussão.
Com uma área que vai do mar aos picos e problemas resultantes de um crescimento, muito significativo, nos últimos dez anos, a segunda maior freguesia do Funchal também é fundamental para os resultados finais nas eleições para a câmara e assembleia municipal. Muitos eleitores que vão obrigar os partidos a várias visitas.
Junta mais próxima
Marco Rodrigues acredita que é possível “aproximar” a junta de freguesia de São Martinho dos cidadãos. É esse um dos objectivos do CDS-PP nesta freguesia, onde o candidato considera que o voto nos democratas-cristãos é “um voto útil, um voto em princípios e valores”.
Numa freguesia que registou um “crescimento exponencial” da população, as preocupçaõs sociais estão entre as prioridades.
A construção de espaços verdes e aproveitamento dos já existentes, para compensar o peso considerável da construção, é outro objectivo que se insere numa preocupação ambiental que também inclui o “combate” ao “desordenamento territorial”. Um ordenamento que, para o CDS-PP, não pode ser “entrave ao desenvolvimento” mas que deve defender a paisagem.
Apoio às associações e ao voluntariado, estão entre as propostas da área social que dá particular atenção aos idosos. Apoio domiciliário, entrega de refeições, visitas de pessoal médico e de enfermagem, são medidas que integram o programa do CDS-PP: O problema da toxicodependência, que afecta particularmente esta freguesia e o desemprego, são outras áreas prioritárias para Marco Rodrigues.
Jorge Freitas Sousa
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Carta aos Eleitores de São Martinho
São Martinho, freguesia onde nasci mas em idade juvenil tive de abandonar na companhia dos meus Pais, já falecidos, mas, cujas raízes me ligam e ligarão para todo o sempre.
Para mim é a freguesia mais bonita, dinâmica e de potencial maior em crescimento que existe na Madeira, mas foi dotada ao abandono durante anos pelo Senhor Pimentinha, distinto médico actividade onde devia dedicar-se a tempo inteiro porque, enquanto politico é uma nulidade.
Mas não o foi em tudo, se tivermos em atenção o arranjo praticado junto ao seu consultório, aí sim, esmerou-se… pudera, estavam em causa os seus “ganhos” e pasme-se, até conseguiu fazer duma velha taberna… um consultório…. grande homem quando está em causa os seus próprios interesses até rebolam, dão cambalhotas e por vezes trepam paredes.
Mas digamos basta, este Senhor, tal como outros em outras tantas freguesias têm de ser banidos da ocupação desses cargos, é hora de mudança…. São Martinhenses…. e Madeirenses no geral, chegou a hora de correr com essa gente que está refém do AJJ… sobrevivem á sua sombra e não trazem nada de bom, novo e útil para as freguesias, confio na velha sabedoria popular que diz…. “fora com os agarrados ao poleiro”
Desejo-vos uma óptima decisão politica no momento da colocação da cruz no voto, votem em consciencia… a mudança é necessária e o tempo, urge… bem hajam
José Ornelas