Incubadora de Arte no Matadouro

Também apresentado ontem no Diário de Notícias – Madeira.

Incubadora de Arte no Matadouro

O Partido Socialista tem uma proposta original e criativa para o antigo Matadouro, situado na rua com o mesmo nome acima do Campo da Barca.

O antigo Matadouro do Funchal é um edifício histórico com uma arquitectura típica das infra estruturas industriais do período do Estado Novo. Independentemente das terríveis memórias políticas que esse período histórico faz surgir, o estilo arquitectónico desse tempo deve ser preservado para a memória da cidade, tal como os edifícios construídos no regime da Madeira Nova também deverão ser preservados para o futuro.

No mandato que agora termina, os nossos adversários políticos prometeram instalar neste espaço a biblioteca municipal, o que não aconteceu, permanecendo este espaço completamente desaproveitado e ao abandono.

Este espaço não é o mais adequado para uma biblioteca municipal, quer pela sua estrutura física, quer pela sua localização, pelo que o custo de transformação seria demasiado caro e essa não seria uma boa opção para o fim apontado.

A nossa proposta consiste em criar no antigo matadouro uma “Incubadora de Arte”.

No local onde durante dezenas de anos houve existiu morte para alimentar o povo, queremos que passe a existir o nascimento de novos artistas para alimentar a alma da cidade.

A ideia é ter um centro onde jovens artistas podem montar o seu espaço de trabalho, o seu atelier, estando próximo de outras pessoas criativas e dessa forma alimentando na base um grande movimento de produção cultural na cidade do Funchal.

Os espaços interiores do matadouro são particularmente difíceis de adaptar para outras funções, mas no caso da nossa proposta é um factor adicional de criatividade. Ter num antigo matadouro um centro de artistas é só por si uma ideia que faz disparar a criatividade.

Pretendemos que o matadouro seja uma incubadora à semelhança das incubadoras de empresas, ou seja, um espaço onde os novos artistas podem utilizar, partilhando um conjunto de bens e serviços, mas onde não é suposto permanecerem para sempre. Deve ser o espaço de arranque, passando depois a ter o seu próprio espaço de trabalho e dando lugar no centro a novos artistas.

Pretendemos que anualmente exista um concurso, baseado numa proposta de projecto criativo, a que os artistas se candidatam. Os vencedores serão premiados com um valor monetário, mas que tem de ser utilizado em serviços do centro, tais como, materiais, consumíveis, serviços de secretariado, centros de cópias, acesso internet, iluminação, electricidade, água, limpeza, etc.

A utilização destes serviços comuns reduz custos e torna mais fácil o arranque dos jovens artistas, permitindo-lhes que se foquem no essencial da sua actividade – o processo criativo.

Consideramos ainda que este espaço deverá estar integrado na estratégia de reformulação do nó rodoviário do campo da barca e no plano para a Ribeira de João Gomes que apresentaremos brevemente, para que este centro de arte passe a ser um local visitado pelos munícipes e pelos turistas.

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