Habitação e Recuperação Urbana
Propostas para a resolução dos problemas da Habitação e Recuperação Urbana
Este proposta está especialmente adaptada aos tempos de crise económica porque passamos e é uma proposta com um triplo impacto fortíssimo:
• Tem forte impacto no Emprego, que é a nossa Primeira Prioridade, em especial na área da construção civil que é um sector de actividade que sofre de um enorme abrandamento devido à redução da capacidade de investimento dos privados.
• Tem forte impacto na Recuperação Urbana porque permite efectuar recuperação urbana em larga escala por toda a cidade do Funchal com um relativamente baixo investimento financeiro e com um risco substancialmente reduzido. O Funchal tem extensas áreas que necessitam recuperação urbana urgente, em especial nos centros históricos da Sé, de Santa Maria Maior e de São Pedro.
• Tem forte impacto na resolução do problema da Habitação. A habitação é a área onde a actual equipa da Câmara Municipal do Funchal realizou o pior trabalho. Prometeram mais de 1200 habitações e cumpriram apenas 1/6, ou seja, pouco mais de 200.
A nossa proposta consiste na criação de Sociedades Urbanas de Reabilitação promovidas e geridas pela Câmara Municipal do Funchal, mas onde os proprietários participam no capital social com os prédios que possuem, devidamente avaliados por entidades independentes.
Esta sociedade gerida pela Câmara Municipal promoveria a recuperação urbana de vários prédios contíguos, reconstruindo todo o quarteirão e adaptando os espaços às exigências actuais das habitações e dos espaços comerciais, preservando simultaneamente os elementos arquitectónicos que caracterizam a zona.
Após a enorme valorização económica que cada uma das intervenções teria, os proprietários poderiam ver o seu património valorizado ao ser colocado no mercado em muito melhor situação. Não apenas os seus prédios em concreto ficariam valorizados, mas toda a zona ficaria valorizada.

No clima económico em que actualmente vivemos os proprietários de imóveis degradados não têm vontade em investir na recuperação dos seus imóveis, uma vez que não têm capacidade financeira para o fazer, têm dificuldade de recorrer ao crédito, o esforço de recuperar imóveis antigos dentro de uma malha urbana muito antiga é extremamente caro e as condições actuais do mercado imobiliário colocam um risco elevado.
Com a proposta que agora apresentamos os proprietários participam apenas com o seu património em troca de uma participação no capital social da sociedade de recuperação urbana e não têm de fazer investimento financeiro. Podem ver o seu património muito valorizado com este projecto, pelo que têm toda a motivação para participar em vez de obstaculizar.
O facto de o projecto ser promovido e gerido pela Câmara Municipal do Funchal, que não visa o lucro, permite-lhe também ter garantias que a sua mais-valia será maximizada, para além de a gestão municipal minimizar os riscos com a existência de embargos e acções populares, uma vez que o projecto seria feito e implementado de acordo com as orientações camarárias que também defenderiam o interesse público, para além dos interesses dos privados em causa.
Do ponto de vista da Câmara Municipal do Funchal esta proposta tem o enorme benefício de permitir a recuperação urbana em larga escala sem grande envolvimento financeiro.
A Câmara não tem de expropriar ou tomar posse administrativa dos prédios, o que é sempre um processo melindroso face aos proprietários que normalmente gera intermináveis processos judiciais.
O trabalho de arquitectura deverá ser realizado pelos técnicos municipais, o que dará garantias de preservação dos valores arquitectónicos da zona, permitindo simultaneamente a modernização dos espaços interiores.
A obra será efectuada por empresas de construção civil privadas, o que terá impacto rápido nesse mercado de trabalho fortemente afectado com a crise.
Com a existência de património real para garantir o investimento, o recurso à banca por parte da Sociedade de Recuperação Urbana fica também facilitado, sem grande intervenção financeira da Câmara. Isto permite que este método seja replicado por toda a cidade onde existem zonas de prédios com necessidade de recuperação, multiplicando os seus benefícios para a cidade.
Na perspectiva dos cidadãos, esta proposta cria emprego quase imediato para pessoas que trabalham na área da construção civil.
Permite recuperar a cidade, recuperar zonas de habitação no centro da cidade e abrir espaços comerciais com características modernas, o que criará novas oportunidades de negócio.
Esta proposta tem também forte impacto na área da Habitação. Ao criar mais oferta habitacional moderna no centro da cidade, onde a oferta de habitação é reduzida. Isso irá tornar os preços menos especulativos com benefícios que se repercutirão por toda a cidade e não apenas no centro.
Para minorar os impactos desta situação propomos, complementarmente, o apoio financeiro por parte da Câmara Municipal ao projecto já em vigor do IHM de rendas sociais em imóveis particulares.
Existindo actualmente por toda a cidade muitos fogos que não conseguem ser vendidos, é do interesse dos proprietários rentabilizá-los o mais rapidamente possível, pelo que as garantias de renda certa do IHM e inquilino apoiado com renda social, mas integrada na malha urbana existente, maximizam os investimentos imobiliários já existentes e facilita a integração social.
Esta medida permitiria a resolução do problema habitacional das cerca de 1000 famílias que continuam a viver em condições que não permitem o seu adequado desenvolvimento social e familiar.

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