Cooperação Social para Fome Zero
Conferência de Imprensa de 26 de Junho de 2009
A igreja católica tem um histórico de intervenção social de cinco séculos no apoio aos mais desfavorecidos, no apoio às crianças abandonadas ou em risco e no apoio aos mais pobres. Também o seu histórico papel na educação e formação dos cidadãos merece destaque. Sempre promoveu os valores da solidariedade e do voluntariado, ajudando a fazer crescer homens e mulheres de boa vontade.
O conhecimento profundo das realidades sociais da Região Autónoma da Madeira tornam-na num parceiro essencial na acção social que necessitamos que seja realizada.
É também notória a relevância do papel das entidades públicas no apoio social e na diminuição do risco de pobreza. De acordo com notícias recentes, a intervenção pública, nomeadamente do Estado, é essencial para fazer baixar o risco de pobreza entre os idosos e famílias com filhos.
No ano de 2007 o risco de pobreza entre os idosos diminuiu fruto do complemento solidário para idosos que, gradualmente, tem chegado a cada vez mais cidadãos, reduzindo de 26% para 22% o risco de pobreza.
Na globalidade da população portuguesa, se não fosse a actual intervenção do estado, o risco de pobreza subiria dos 18% para os 24% da população, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística do ano de 2007. Com o surgimento da crise internacional no verão de 2008, esta intervenção dos organismos públicos terá seguramente um papel ainda mais importante.
Consideramos que a cooperação em parcerias intermunicipais com as igrejas e demais parceiros sociais são a solução para aumentar a eficácia dos apoios sociais públicos.
O incremento e a maior eficácia dos apoios sociais são prioridades da nossa candidatura.
Discordamos dos partidos que, a pretexto da poupança, da redução do défice ou da existência de casos de abusos nos apoios sociais, pretendem fazer desaparecer esse importantíssimo instrumento de intervenção social. O apoio social tem como objectivo tornar a sociedade mais justa, permitindo que todos possam usufruir de iguais oportunidades sociais.
As autarquias locais têm um papel a desempenhar na resolução destes problemas sociais. As autarquias locais não tem actuado da forma mais correcta nestas áreas, ao descartar as suas responsabilidades numa área em que todos somos poucos. Precisamos de uma nova atitude!
Pretendemos implementar projectos estratégicos comuns de intervenção social, olhando para a igreja como um parceiro com um melhor conhecimento das realidades garantindo dessa forma o melhor aproveitamento dos apoios públicos.
As nossas crianças merecem esse nosso esforço.
Os nossos idosos merecem essa nossa atenção.

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O problema da fome não pode deixar de ter toda a atenção por parte da autarquia e por parte da sociedade como um todo.
A este propósito gostaria de recordar que o Funchal continua sem ter uma delegação do Banco Alimentar contra a fome.
O seu conhecimento relacionado com o tema é vasto e o Funchal muito teria a ganhar apoiando esta instituição.
E como poderia apoiar?
O BA precisa de um armazém onde possa armazenar os alimentos que depois distribui por outras instituições que estão mais perto de quem necessita.
Se a autarquia disponibilizasse um armazém para o BA, grande parte das suas necessidades para a instalação no Funchal seriam satisfeitas.
Devido à não existência do BA no Funchal, muitos alimentos das várias cadeias de supermercados, mercados e mercados abastecedores existentes na nossa cidade acabam simplesmente no lixo.
Vamos todos trabalhar para acabar com a fome no Funchal.
Apoiado! o Banco Alimentar tem um papel meritório na sociedade e não pode existir exclusividade nos prestadores de apoio social.
Todos somos poucos!
Pois é verdade Sergio , cada vez mais ha desempregados , logo as coisas começam a complicar e começa a aumentar o numero de pessoas com dificuldades , acho que sim deveriam dar mais importançia a esta causa . Como diz o Duarte todos somos poucos !!!
[...] com o objectivo de garantir a Fome Zero na Região Autónoma da Madeira. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]